As sanções internacionais deixaram de ser um tema restrito a instituições financeiras e passaram a integrar a agenda estratégica de empresas de diversos setores da economia brasileira.

17/06/2026

Ontem, nosso sócio Gustavo Niskier participou de reunião no Ministério das Relações Exteriores (MRE), no Palácio do Itamaraty, para discutir os potenciais impactos à economia brasileira decorrentes da recente designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações sancionadas pelos Estados Unidos.

O encontro reuniu representantes do MRE para debater os desafios práticos decorrentes dessa medida, especialmente os riscos de exposição a sanções, as expectativas regulatórias internacionais e os reflexos para empresas que atuam em setores mais sensíveis, como o financeiro, mineração, óleo e gás, comércio exterior e demais segmentos com relevante interação internacional.

A discussão reforçou a importância de as empresas manterem programas de compliance robustos e efetivos, capazes de identificar, avaliar e mitigar riscos relacionados a sanções econômicas e financeiras. Em um cenário de crescente rigor regulatório, estruturas adequadas de governança, controles internos e due diligence tornam-se fundamentais para reduzir riscos de investigação e eventuais medidas restritivas por autoridades estrangeiras.

O debate também destacou o papel estratégico do Ministério das Relações Exteriores na interlocução com governos estrangeiros e na construção de soluções que conciliem os interesses nacionais com as exigências do cenário regulatório internacional.

O Chalfin Advogados acompanha de perto a evolução desse tema e permanece à disposição para auxiliar empresas na avaliação de riscos, implementação de programas de compliance e adaptação às novas exigências do ambiente global de sanções.

Nas imagens, Gustavo aparece ao lado de Daniel Leitão, diplomata e chefe da Divisão Política da América do Norte.

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